terça-feira, 9 de agosto de 2011

Se amo?



Amo baixinho
Serenamente.
De mansinho vou buscando-te.
Em partes te descubro. E te (des) cubro.
O cerne, a alma, os sentimentos, as paixões.
Verdades.
Como só olhos que transbordam verdades podem ver.

Amo mansinho.
Incessantemente.
Sem pressa para nunca acabar.
Sem pedir licença, revelando-me.
Revelando-te.
Deleites.
E que só corpos em volúpia podem sentir.

Amo assim.
Amo sim.
Aqui entre nós.
E me basta.
Pronto!


sexta-feira, 24 de junho de 2011

pela noite

e ela que era tão plena
que era febre e volúpia
se via dissipar em sensações
e na pele fria
o incerto caminho.

e ela que quisera ser tão forte
escorria doçuras
transbordava desejo
e era carne.

o vento a tocar a pele
o silêncio perdido entre palavras
sem sentido, sentido, apenas ser.

banalidades ditas
e esse tremer de ossos.

as estrelas, testemunhas, a tingir o céu de brilho
e a lua a sorrir compactuava com sua poesia.

e ela que sempre foi de olhar a noite,
catar estrelas e cantar para a lua
hoje viu o firmamento dentro dos teus olhos
e dormiu, inverno de si.

21.06.2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

sobre desejo




é querer calar sua boca
....................no infinito de amar.

sobre um olhar



te ver,

mas como te ter?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

com açúcar, com afeto



Foi assim meio que de repente. Nem havia nada para falar. Seus lábios murmuravam o que podia ser dito. Desculpa esfarrapada. Palavras inúteis. Frases soltas. Seus olhos delatavam o que queria ser dito.


Unicamente ternura.


terça-feira, 7 de junho de 2011

caMINhos


Ultimamente tenho andado pelas palavras. Saltando entre uma vogal e outra.
Correndo pelas consoantes. Parando a cada sílaba.

Não tenho encontrado o caminho.
É um labirinto sem fim, e está vazio.

Confesso que não estou entendendo nada.
Tudo anda meio torto.
A vida segue. Eu sigo? Consigo?
Palavras que não me levam a nenhum lugar...

Melhor assim!

Volto amanhã.
Quem sabe a vida me dá mais uma chance.






"Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo".


Caio Fernando Abreu

domingo, 1 de agosto de 2010

voCê


A sede é voraz. Dentro de mim corroem as carnes. Fora o corpo denuncia o que escondo em palavras que não te digo.
O tempo em sua fugacidade abrevia as dores.
Escrava de seu domínio, sinto-me presa às suas manobras que teimam em determinar minhas ações.
Não quero mais ser apenas sua imagem perfeita. O prazer escondido. A lasciva mulher.
Entre malícias e insinuações surge o desejo e entre suspiros só há um querer.