sexta-feira, 24 de junho de 2011

pela noite

e ela que era tão plena
que era febre e volúpia
se via dissipar em sensações
e na pele fria
o incerto caminho.

e ela que quisera ser tão forte
escorria doçuras
transbordava desejo
e era carne.

o vento a tocar a pele
o silêncio perdido entre palavras
sem sentido, sentido, apenas ser.

banalidades ditas
e esse tremer de ossos.

as estrelas, testemunhas, a tingir o céu de brilho
e a lua a sorrir compactuava com sua poesia.

e ela que sempre foi de olhar a noite,
catar estrelas e cantar para a lua
hoje viu o firmamento dentro dos teus olhos
e dormiu, inverno de si.

21.06.2011

1 emoções:

  1. Belo! Muito belo!...

    As palavras despertam todos os sentimentos, todos os sonhos, todos os desejos!

    Beijos,
    AL

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