terça-feira, 9 de agosto de 2011

Se amo?



Amo baixinho
Serenamente.
De mansinho vou buscando-te.
Em partes te descubro. E te (des) cubro.
O cerne, a alma, os sentimentos, as paixões.
Verdades.
Como só olhos que transbordam verdades podem ver.

Amo mansinho.
Incessantemente.
Sem pressa para nunca acabar.
Sem pedir licença, revelando-me.
Revelando-te.
Deleites.
E que só corpos em volúpia podem sentir.

Amo assim.
Amo sim.
Aqui entre nós.
E me basta.
Pronto!


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